Mastite Crônica e Seus Sintomas: Como Identificar e Tratar

A mastite crônica é uma inflamação persistente na mama, frequentemente causada por desequilíbrios no microbioma mamário, resultando em dor leve e constante, podendo afetar a lactação e necessitando de tratamento com antibióticos ou probióticos para restaurar a saúde mamária.

A mastite crônica é uma condição que pode ocorrer sem aviso. Você já se perguntou como identificar seus sintomas e o que fazer para aliviar o desconforto? Vamos explorar juntas as informações essenciais a respeito.

O que é mastite crônica?

A mastite crônica, também referida como mastite subclínica ou subaguda, é uma condição caracterizada por uma inflamação persistente do tecido mamário, frequentemente associada a um desequilíbrio do bioma mamário normal. Este tipo de mastite pode envolver a formação de biofilmes bacterianos nos ductos mamários, levando à inflamação crônica, mas geralmente apresenta sintomas menos intensos do que a mastite aguda. A diferença entre mastite crônica e mastite aguda reside em vários aspectos. A mastite aguda é tipicamente marcada por dor intensa, calor, inchaço e eritema na mama, frequentemente acompanhados de sintomas sistêmicos como febre. Em contraste, a mastite crônica geralmente apresenta sintomas mais sutis, como dor persistente sem febre e pode ser assintomática em alguns casos. Os pacientes podem relatar desconforto leve sem as manifestações sistêmicas típicas da forma aguda. A mastite aguda é comumente causada por infecções bacterianas, enquanto a mastite crônica está associada a fatores como o uso excessivo de bombas de leite e disbiose bacteriana. O tratamento da mastite aguda envolve antibióticos e a manutenção da amamentação para o esvaziamento da mama, enquanto a mastite crônica pode necessitar de tratamentos individualizados, como o uso de macrolídeos ou probióticos. Em resumo, a mastite crônica requer uma abordagem de manejo distinta em comparação à mastite aguda, devido à diferença significativa na apresentação clínica e na severidade dos sintomas.

Sintomas da mastite crônica

A mastite crônica é uma condição que se manifesta por sintomas variados que podem impactar a experiência da amamentação. Os sintomas frequentes incluem dor e inchaço na mama, que se torna sensível ao toque. Também pode haver áreas de vermelhidão na pele, indicando inflamação, além de mudanças na temperatura, com a sensação de calor na região afetada. Embora menos comuns, sintomas sistêmicos, como febre e calafrios, podem ocorrer, mas a febre não é uma característica obrigatória. Além disso, a dor intensa pode dificultar a amamentação, afetando a pega e o esvaziamento dos ductos mamários. A presença de biofilmes bacterianos no tecido mamário pode complicar o quadro e dificultar o tratamento eficaz. Assim, a mastite crônica geralmente apresenta uma dor persistente e desconforto que requer uma abordagem cuidadosa para manejo.

Diagnóstico e exames

O diagnóstico de mastite crônica é realizado através de uma combinação de anamnese, exame físico e exames complementares. Um histórico detalhado pode ajudar a identificar sintomas e fatores de risco como dificuldade de pega e dor no mamilo durante a amamentação. Durante o exame físico, é importante avaliar as alterações mamárias, observando sinais como vermelhidão e edema, que podem indicar inflamação. Exames complementares como ultrassonografia são úteis para diferenciar entre mastite e outras condições, como abscessos. Em casos que não respondem ao tratamento, pode-se realizar a cultura do leite para identificar patógenos específicos. A detecção precoce é fundamental para o manejo eficaz e pode evitar complicações como abscessos mamários. Portanto, um acompanhamento médico contínuo é essencial.

Opções de tratamento

O tratamento da mastite crônica envolve diversas abordagens para aliviar os sintomas e tratar a condição subjacente. Um aspecto crucial é a continuidade da amamentação, pois isso pode ajudar a drenar as áreas afetadas e aliviar o desconforto [3]. Além disso, a extração manual ou mecânica do leite pode ser necessária se a amamentação causar dor intensa, mas a extração frequente deve ser evitada para não agravar a condição [1]. O uso de antibióticos é indicado em muitos casos de mastite bacteriana, sendo que antibióticos como Dicloxacilina, Flucloxacilina e Cefalexina são comuns, devendo ser administrados por um período de 10 a 14 dias [3]. Para casos sem melhora após 48 horas de tratamento, recomenda-se a cultura do leite para ajustar a terapia antibiótica conforme o organismo causador [4]. O tratamento farmacológico pode incluir analgésicos como ibuprofeno para aliviar a dor e compressas quentes ou frias para redução do inchaço [1]. Medidas de suporte, como a drenagem em casos de abscessos, são essenciais, e modificações na amamentação podem ser necessárias enquanto a condição se normaliza [2]. Finalmente, o uso de probióticos pode contribuir para a saúde do microbioma do leite e prevenir episódios futuros de mastite [3].

A mastite crônica é uma inflamação persistente do tecido mamário, com sintomas como dor, inchaço e febre. O diagnóstico é clínico, e o tratamento envolve a manutenção da amamentação, uso de analgésicos e antibióticos quando necessário. A intervenção precoce é crucial para evitar complicações.

FAQ sobre Mastite Crônica

O que é mastite crônica?

A mastite crônica é uma condição inflamatória persistente da mama, que pode ser confundida com outras condições, como câncer. É marcada por uma inflamação do tecido mamário que não se resolve facilmente, apresentando sintomas menos intensos do que nas fases agudas.

Quais são as causas da mastite crônica?

As causas incluem bloqueios nos ductos lactíferos, infecções bacterianas e desequilíbrios do microbioma mamário.

Quais os sintomas da mastite crônica?

Os sintomas podem incluir dor na mama, alterações na textura do tecido mamário, inchaço persistente e desconforto na amamentação.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico envolve anamnese detalhada, exame físico e, se necessário, exames como ultrassonografia.

Quais são as opções de tratamento?

O tratamento pode incluir antibióticos, analgésicos, medidas conservadoras como compressas quentes e, em casos persistentes, intervenções cirúrgicas.

É possível prevenir a mastite crônica?

Sim, práticas adequadas de amamentação e monitoramento da saúde das mamas podem ajudar na prevenção.

Bibliografias utilizadas:

  • ATLAS DE AMAMENTAÇÃO
  • Aulas Academia Liga
  • Aulas Liga Lab
  • Breastfeeding: A Guide for the Medical Profession
  • Periodontia Clínica – Michael G. Newman, Fermin A. Carranza
  • Tratado de pediatria | Organização Sociedade Brasileira de Pediatria

Quero Ser Aluna

Categorias

Posts Recentes