A mastite crônica é uma inflamação persistente da mama, muitas vezes causada por desequilíbrios no microbioma mamário, apresentando dor leve e interferindo na amamentação, com tratamentos que incluem antibióticos e probióticos para restaurar a saúde mamária.
A mastite crônica pode ser uma preocupação para muitas mães durante a amamentação. Neste artigo, vamos desvendar seus sintomas e tratamentos para cuidar melhor desse desafio.
O que é mastite crônica?
A mastite crônica é uma condição caracterizada por uma inflamação persistente na mama, resultante de desequilíbrios no microbioma mamário. Diferente da mastite aguda, essa condição pode ser difícil de diagnosticar, pois apresenta sintomas menos intensos [1]. Entre as causas, destaca-se a disbiose mamária, onde organismos como **Staphylococcus epidermidis** proliferam, causando dor leve e contínua na mama [1]. A mastite crônica pode impactar negativamente a amamentação, uma vez que a inflamação interfere na produção de leite [4]. O tratamento pode incluir antibióticos, probióticos e autocuidados para gerenciar os sintomas [2].
Sintomas da mastite crônica
A mastite crônica é uma condição que se manifesta por sintomas que podem ser persistentes. Entre os sintomas comuns estão a dor e inchaço na mama, que se torna sensível ao toque. Além disso, a vermelhidão na pele da mama é um sinal visível de inflamação. A região afetada pode apresentar alterações na temperatura, causando uma sensação de calor. Embora menos frequentes, sintomas sistêmicos como febre e calafrios podem ocorrer, embora a febre não seja característica obrigatória. A mastite crônica também pode dificultar a amamentação, já que a dor impacta a pega do bebê e o esvaziamento dos ductos mamários. Essa condição muitas vezes está relacionada à presença de biofilmes bacterianos, que podem complicar o tratamento adequado.
Diagnóstico da mastite crônica
O diagnóstico da mastite crônica envolve uma avaliação detalhada dos sintomas da paciente e a exclusão de outras condições. Os sinais característicos incluem dor leve, inchaço e raramente febre [1]. O histórico clínico é crucial, especialmente se houver registros de mastite anterior e fissuras nos mamilos. Durante o exame físico, devem ser observados sinais de inflamação, como calor e vermelhidão na região da mama [4]. Os exames complementares, como a ultrassonografia, são importantes para diferenciar a mastite de outras condições, como abscessos [2]. A cultura do leite pode ser realizada em casos de mastite recorrente, visando identificar infecções que não respondem ao tratamento [3]. Manter um acompanhamento contínuo é essencial para evitar complicações e gerenciar a condição de forma eficaz.
Tratamentos disponíveis
O tratamento da mastite crônica envolve uma abordagem multidisciplinar e pode incluir diferentes opções terapêuticas. A antibioticoterapia é uma das principais formas de tratamento, com antibióticos orais como Dicloxacilina e Cefalexina sendo comumente utilizados para combater infecções bacterianas. Na maioria dos casos, o tratamento deve durar de 10 a 14 dias, e ajustes podem ser feitos com base nas culturas do leite, caso necessário. Além dos antibióticos, é importante promover a drenagem do leite, seja por meio da amamentação ou da extração, para evitar complicações como abscessos. Tratamentos de suporte, como o uso de compressas quentes ou frias, também podem oferecer alívio e conforto. Analgésicos como ibuprofeno ajudam a controlar a dor e a inflamação associadas à condição. A terapia com probióticos está sendo explorada como uma alternativa para melhorar a saúde mamária e reduzir a recorrência de infecções. A observação da qualidade do leite é crucial, pois mudanças no sabor podem indicar a necessidade de intervenção. É necessário um acompanhamento constante e a consulta a profissionais de saúde para ajustar o tratamento conforme a evolução do quadro clínico.
A mastite crônica é uma inflamação persistente na mama, frequentemente causada por desequilíbrios no microbioma mamário. Os sintomas incluem dor leve e contínua, podendo afetar a amamentação. O tratamento envolve antibióticos e probióticos, além de cuidados gerais para controle da condição.
FAQ – Perguntas frequentes sobre mastite crônica
O que é mastite crônica?
A mastite crônica é uma inflamação persistente na mama, frequentemente causada por desequilíbrios no microbioma mamário.
Quais são os sintomas comuns da mastite crônica?
Os sintomas incluem dor leve e contínua na mama, inchaço e vermelhidão na pele afetada.
Como é feito o diagnóstico da mastite crônica?
O diagnóstico é feito através da avaliação dos sintomas e exames físicos, podendo incluir ultrassonografia.
Quais são os tratamentos disponíveis?
Os tratamentos incluem antibióticos, probióticos e cuidados gerais, como drenagem do leite e analgesia.
Quais são as causas da mastite crônica?
As principais causas são a disbiose mamária e infecções bacterianas persistentes, como Staphylococcus epidermidis.
A mastite crônica pode afetar a amamentação?
Sim, a inflamação pode interferir na produção de leite, dificultando a amamentação.
Bibliografias utilizadas:
- ATLAS DE AMAMENTAÇÃO
- Aulas Academia Liga
- Aulas Liga Lab
- BREASTFEEDING and HUMAN LACTATION
- Breastfeeding: A Guide for the Medical Profession
- Periodontia Clínica – Michael G. Newman, Fermin A. Carranza
- Tratado de pediatria | Organização Sociedade Brasileira de Pediatria